Quem tem medo de abóbora?

A mais conhecida das abóboras, a abóbora-moranga (cucurbita maxima) pertence à família das cucurbitáceas e é prima-irmã do chuchu, da melância, do melão, do pepino e de outros vegetais menos votados.

Da abóbora tudo se aproveita: a polpa, doce ou salgada, as sementes, ótimo aperitivo, e as flores, deliciosa iguaria quando temperadas, passadas na farinha e fritas em óleo bem quente, como um tempura.
A abóbora serve também para assustar as criancinhas, quando caracterizada como Jack-o-Lantern, nas noites de halloween. Aqui cabe um parêntesis, não para contar a história do halloween, que é muito longa e complicada, mas para uma curiosidade que eu acho interessante: antes da abóbora, quem servia de carcaça para a vela carregada pela alma penada do tal de Jack, como se fosse uma lanterna, era um nabo. Só em 1840, quando os irlandeses chegaram aos Estados Unidos e descobriram a abóbora, é que esta ocupou o espaço que ostenta hoje nessa festa que não tem nada a ver com a gente aqui dos trópicos, mas que é cada vez mais copiada por aqui. Pelo menos não faz mal a niguém.
Mas voltemos ao que interessa, a abóbora como iguaria culinária. A receita que eu trago hoje é facilima de fazer, saborosíssima e muito, muito saudável. Principalmente para quem quer estar em forma no verão que se aproxima. Mesmo que não seja o seu caso, vale a pena experimentar.
Arroz basmati com purê de moranga, pupunha e portobello.
O arroz basmati é muito simples, e eu faço sem tempero nenhum, apenas sal. São duas medidas de água para cada medida de arroz.
Tanto o pupunha quanto o cogumelo portobello eu cozinhei no vapor, depois acertei o sal e reguei com um fio de azeite.
Já o purê de abóbora, a protagonista deste post, eu fiz assim: cozinhei a abóbora, cortada em pedaços, em bastante água. Quando começou a amolecer, coloquei no liquidificador, com um pouco de água, na função pulse. Se o seu liquidificador não tiver essa função, é só ir ligando e desligando. Fiz isso porque eu não queria a abóbora liquefeita. Eu queria que sobrassem alguns pedacinhos. Depois temperei com uma pitada ( só uma pitada) de curry e levei ao fogo para secar um pouquinho (só um pouquinho, porque ela tem que ficar úmida). Tirei do fogo, acertei o sal e coloquei um fio de azeite.
Montei o prato como você pode ver na foto.
Você pode servir com qualquer bebida, desde um vinho branco, ou um suco de água de coco com figo que aprendi com minha amiga Neza Cezar, ou apenas água.
E o halloween é um bom pretexto para colocar a abóbora no lugar de destaque que ela merece.
Bom apetite.
16 de janeiro de 2012

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