O robalo e o limão verdadeiro

Antes de irmos para a receita, vamos falar um pouco sobre um dos protagonistas deste post,  o limão que conhecemos como “siciliano”, que provavelmente nasceu no sul da China ou na Índia, e que é o verdadeiro limão.
Como assim, o verdadeiro limão?
É que os nossos conhecidos e populares limões galego e tahiti, tecnicamente, não são limões. São limas ácidas. Daí a confusão quando consultamos receitas em inglês, ou assistimos aos programas do Jamie Oliver, por exemplo. Quando as receitas, ou o showman travestido de chef, falam em limão, estão falando do siciliano.
Bom, mas se ele nasceu na Ásia, por que siciliano? Acho que também posso explicar, consultando os alfarrábios escritos em árabe encontrados numa das cavernas da bela Sicília: foram os árabes, por volta do ano 1.000, que levaram o limão, que ainda não era siciliano, para a Sicília.
O resto todos conhecem: de remédio contra o escorbuto que dizimava tripulações dos navios de longo curso, a matéria prima do limoncello, aquele licor italiano com gosto de pato purific, o limão siciliano dominou o mediterrâneo e depois o mundo. Pronto, feitos esses esclarecimentos mais do que necessários, vamos à receita:
Robalo ao molho de limão siciliano
Olha, pessoal, não poderia ser mais simples: a única exigência é que o robalo não tenha mais de 1 quilo, para valorizar ao máximo o perfume e o sabor do limão siciliano. Um peixe desse tamanho dá para no máximo 3 pessoas. Como seríamos 4 à mesa, comprei dois peixes.
Pedi ao peixeiro que os abrisse pelas costas, tirando inclusive as espinhas, mas deixando a cabeça. Dispus os peixes numa forma, um ao lado do outro. Salpiquei flor do sal, bem pouquinho, para não correr o risco de salgar demais. Cortei fatias bem fininhas de limão siciliano, que coloquei dentro do peixe e por cima. Reguei com o suco de 4 limões sicilianos, 2 para cada peixe. Por fim, um filete generoso de azeite extra virgem sobre cada peixe. Cobri com papel alumínio e levei ao forno quente, 180 graus, por mais ou menos 40 minutos.
Depois desse tempo, tirei o peixe do forno e experimentei a consistência com o garfo. Já estava quase no ponto. Devolvi ao forno, sem o papel alumínio, por mais quinze minutos, para dourar. Ficou assim, como você vê na foto. Viu como é fácil?
Para beber, sugiro o óbvio: um chardonnay, ou, se você prefere um vinho mais leve, pode ser um pinot grigio, por exemplo. Confesso que neste almoço eu optei por uma red ale da cervejaria Way Beer, de Curitiba, deliciosa.
Bom apetite!
10 de dezembro de 2012

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