Não me leve a mal, hoje é Carnaval…

De origem controversa (Grécia, Roma, Egito), o Carnaval tomou essa forma, vamos dizer assim, sexual, graças à Igreja Católica. Isso mesmo, por incrível que pareça. É que, a partir do século XI, a Igreja implantou a Semana Santa, que deveria ser precedida de 40 dias de jejum e privações, para purificar o corpo e se preparar para a morte e a ressurreição de Cristo, período que conhecemos por Quaresma.
Como ninguém é de ferro, o povo resolveu que, se é assim, na semana imediatamente anterior ao início da Quaresma, todo mundo iria se entregar aos prazeres da carne, e não estou falando de churrasco, numa verdadeira esbórnia. Portanto, essa história de misturar cerveja e mulheres não é invenção dos nossos criativos publicitários. Se bem que, naquela época, tirando a Bélgica, eles preferiam vinho à cerveja.
Quando a coisa começou a pegar fogo, mais uma vez a Igreja Católica resolveu intervir, botando ordem na bagunça: os dias loucos de Carnaval passaram a ser determinados a partir do dia de Páscoa, que por sua vez tem um cálculo complicado, que considera vários solstícios, e não cabe aqui entrar nesses detalhes. Em todo caso, se te interessar, você acha no Google.
Mas o que eu acho mais interessante é que, diferentemente de todas as outras festas, o Carnaval não tem uma tradição culinária. Você não fala “ah, vamos fazer o pernil de Carnaval”, ou “preciso comprar o peru para o Carnaval”. Por isso este post não traz uma receita tradicional, pois ela não existe. Mas algo que tem a ver com a recomposição de energias, a leveza necessária para estes dias quentes de verão, e uma apresentação alegre, comunitária, carnavalesca, pelo menos nas cores.
Então, vamos à “Salada Carnavalesca”.
Na foto acima, você está vendo a apresentação que eu chamo de comunitária: uma grande travessa de onde as pessoas podem se servir diretamente. Eu fiz assim:
–      Peguei um pacote de 500 gramas de fusili, também conhecido como parafuso, gigante, de três cores, e cozinhei em abundante água salgada até ficar al dente. Coei e reservei.
–      No pratão comunitário, misturei rúcula, tomatinhos cereja, azeitonas pretas e verdes e muzzarella de búfala em bolinhas. Temperei com azeite extra virgem, flor do sal e meio limão siciliano.
–      Juntei o fusili a essa mistura. O fusili ainda estava quente, passando um pouco desse calor aos ingredientes do prato, enquanto recebia destes a temperatura ambiente, o que levaria essa espécie de salada à temperatura ideal.
Veja na foto ao lado como fica o prato individual. Cada um pode fazer o seu. Acho que a mesa fica muito bonita com o pratão comunitário.

E para acompanhar? Ah, meu amigo, minha amiga, vale tudo: suco, cerveja, energético, vinho (de preferência branco e bem gelado), espumante.
Não me leve a mal, hoje é carnaval.
Boa diversão!
19 de fevereiro de 2012

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