“Gravidade”. Um suspense angustiante.

Não espere a profundidade filosófica de “2001 – Uma Odisséia no Espaço”, de Kubrick. Nem o niilismo visceral de “Melancolia”, de Lars Von Trier. E muito menos o maniqueísmo infantil de “Guerra nas Estrelas”.

“Gravity”, ou “Gravidade”, não é um filme de ficção científica. “Gravity” é um filme de suspense. Ou seria de ação? Ou de aventura? Na verdade, “Gravity” é tudo isso e também um filme de terror, onde o grande vilão dá nome ao filme e aterroriza não pela presença, mas pela ausência: a gravidade. Ajudada pelo ensurdecedor silêncio do espaço.

Dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón, o mesmo diretor do catastrófico “Filhos da Esperança” e do delicioso “Y tu mama también”, ganhador do Oscar de “melhor roteiro original”, “Gravity” é um filme angustiante, não recomendável para quem tem medo de altura.

Quando um dos protagonistas morre, antes da metade do filme, numa citação escancarada da cena em que Leo di Caprio morre sob os olhares de Kate Winslet, em “Titanic”, pois só um poderia sobreviver, você começa a duvidar da sanidade do diretor. Mas não apresse seu julgamento. Você vai passar a outra metade e mais um pouco em sobressalto. A cada vez que você acha que vai ter uma pausa pra respirar, tome porrada. E vai ficar torcendo até o final. É isso: “Gravity” é um filme que aposta na catarse final, se é que ela realmente vai acontecer.

Sandra Bullock, aos 49 anos, até que está bem, inclusive fisicamente. Já Clooney, mais canastrão do que nunca, está longe do grande ator de “Syriana”. Enfim, vale a pena? Claro que vale. Você pode até achar argumentos filosóficos para ver o filme, como as questões da solidão, da amizade, do sacrifício, da vida e da morte. Mas acho que “Gravity” é acima de tudo uma grande diversão.

Boa diversão!

9 de outubro de 2013

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